Maquiagem e Moda Decada de 20

Cada geração pensa que a próxima vai causar uma revolução no mundo. Tem sido assim desde sempre, mas nos anos 20 , logo depois da Primeira Guerra Mundial, esse sentimento foi cada vez mais forte especialmente no que dizia respeito às mulheres. Houve uma libertação das mulheres em geral: trabalhavam, votavam, algumas conduziam e muitas abdicaram dos espartilhos por considerarem que estes as prendiam tanto física como psicologicamente. É conhecido como os “anos loucos” e assim como características na política, na vida social e nos outros setores, também teve a sua marca na moda. Se queremos destacar de forma simples como eram os modelitos da época, podemos dizer que eram feitos em tecidos leves, a seda era um dos preferidos. Além disso, a modelagem permitia movimentos rápidos do “Charleston”. Lembra das famosas melindrosas e seus vestidos de franjas? O grande nome da moda, dessa época, foi a estilista Coco Chanel, que levou para o guarda-roupa feminino peças inspiradas no armário masculino, dando mais liberdade de movimentos, criando peças simples e fáceis de serem usadas. As saias encurtaram e os cabelos também (na verdade, muitas meninas ficaram trancadas nos seus quartos até que o cabelo tornasse a crescer, por ordem dos seus pais). Beber bebidas fortes e ir a festas sozinha ou com rapazes sem parentesco era, apesar de escandaloso, uma prática de muitas jovens – terá sido a primeira revolução sexual de que há registo. Algumas peças que entraram na história da moda, como características da década de 20, são elas: colar de pérolas, a cintura baixa dos vestidos, chapéu cloche, sapato de bico redondo e claro, o famoso vestido de franjas. É claro, que com o vai e vem da moda, nos deparamos com referências da moda da década de 20 em coleções mais modernas.

Época em que as mulheres pareciam ser mais vaidosas. As mulheres daquela época eram lindas, delicadas, verdadeiras bonequinhas de porcelana. Estrelas como Theda Bara, Clara Bow, Louise Brooks e Mary Pickford ditavam as modas nos filmes mudos e as mulheres seguiam. Até aos anos 20, a maquiagem era estigmatizada muitas das vezes. Agora não: agora não usar sombra preta, batom vermelho ou mais escuro e pó de arroz era um símbolo de falta de status e falta de independência.

No começo dos anos 20 as cores predominantes de pó que as mulheres usavam puxava para o marfim ou creme. Mais tarde, por volta de 1923 o pó com a cor da pele natural – talvez uma nuance mais clara – era a sensação. Para o blush, as cores rosa e framboesa, e por volta de 1925 os tons de laranja também se tornaram populares. Pele super pálida e olhos negros ! Esse é a marca dos anos 20.

As suas sobrancelhas eram finas e bem alongadas com lápis preto (independente da cor do cabelo), isto é, quando elas não tiravam totalmente os pelos da sobrancelhas, para desenhar um arco com o lápis. Normalmente tinham uma aparência de boneca triste, por causa do olhar caído…

O batom, sempre vermelho ameixa e com os lábios bem delineados, tinham um formato parecido com um coração, para deixar os lábios ainda mais femininos. Pois o que na verdade elas queriam passar, era a impressão de olhos grandes e uma boca bem pequena e delicada. O blush também era passado no centro das maçãs, no formato arredondado e não era muito bem esfumado. De preferência, as sobrancelhas deviam apontar mais para baixo, para ajudar a criar uma expressão com olhos tristes e preocupados. A sombra também ajudava neste look – preta ou cinzenta e num “anel” em torno dos olhos era a moda para de dia ou para de noite. Era muito pouco esbatida mas, quando se esbatia, fazia-se de tal modo que ficasse mais alta no canto interno do olho do que no externo, fazendo assim com que os olhos parecessem descaídos.

Foi nessa época que os lábios foram coloridos com vermelho escuro, vermelhos profundos acastanhados, ameixa e laranja. Os tons foram se alterando mais tarde, no final da década. Cores como rosa, vermelho framboesa eram a nova tendência.

Nos lábios e faces, usava-se o rouge que variava entre o vermelho papoila e o vermelho vinho. Os lábios tinham uma forma muito particular e eram desenhados mesmo por fora do contorno natural dos lábios se fosse preciso. O lábio superior devia ser mais fino mas com pontas bem definidas. O lábio inferior devia ser mais redondinho e fino. A foto da Louise Brooks que podem encontrar mais acima representa muito bem a forma dos lábios típicos. O batom era especialmente formulado para ser seco e para não sair: começava-se a ver casais a beijarem-se em público e, claro, não convinha deixar marcas de batom no rapaz! Pintar as unhas também era comum e usava-se combinar a cor do verniz com a do batom. Porém, a meia-lua e a ponta da unha não se pintava. Era como uma unha francesa e uma manicure de meia lua, tudo em um.

Os olhos eram pintados com tons bem escuros. Para obter este efeito, todo o olho era contornado com um delineador preto e, em seguida, as bordas eram esfumaçadas. A sombra da pálpebra era muitas vezes pintada com cinza escuro. Além de cinza, cores como turquesa e verde também estavam na moda. Para maior ênfase nos olhos, os cílios também foram pintados com rímel.

As revistas e os filmes eram as fontes de inspiração para as mulheres desta época e a maquiagem ficou cada vez mais acessível. As marcas começaram a ganhar nome e algumas que surgiram nesta época são ainda hoje nossas conhecidas: Max Factor, L’Oreal, Maybelline, Elizabeth Arden, Guerlain, entre outras.

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